A Nova Escola de Manuel de Andrade de Figueiredo (1722)

A Nova Escola de Manuel de Andrade de Figueiredo (1722)

Na história do livro antigo, certas obras não só documentam o passado, mas também moldam o futuro. A NOVA Escola para Aprender a Ler, Escrever, e Contar, publicada em Lisboa em 1722 por Manuel de Andrade de Figueiredo, é um desses exemplares raros. Esta obra, que recentemente passou pela Ecléctica, destaca-se como um marco na pedagogia e na normalização da língua portuguesa no século XVIII.

Figueiredo, mestre calígrafo e reformador do ensino, criou um manual inovador que não apenas sistematizava a aprendizagem da leitura e da escrita, mas também estabelecia padrões ortográficos fundamentais. Numa época em que a padronização do português ainda estava em construção, a Nova Escola oferecia uma abordagem estruturada e racional para a educação, alinhando-se com o espírito das reformas ilustradas que viriam a transformar o ensino em Portugal.

O exemplar que tivemos o privilégio de apresentar na Ecléctica é testemunho do valor histórico e pedagógico desta obra. Não é apenas um manual didático, mas um documento que reflete as mudanças culturais e intelectuais do seu tempo. As marcas do uso e da passagem do tempo, sempre presentes nos livros antigos, apenas acrescentam camadas de história e autenticidade a esta edição.

A Nova Escola de Figueiredo não é apenas um vestígio do passado, mas um contributo essencial para a compreensão da evolução do ensino e da ortografia em Portugal. Ao passar pela Ecléctica, reforça-se a importância de preservar e celebrar estes testemunhos da nossa memória coletiva.

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